20 de julho de 2010 - terça-feira - 13:14
Entrevista exclusiva sobre o Plano Municipal de Cultura
Views: Postado por Daniela Farina
O setor cultural do PaÃs vive um momento muito importante dentro de sua história. As polÃticas públicas culturais estão passando por um processo de estudo e planejamento para implantação do Sistema Nacional de Cultura.
Como parte da implantação do Sistema Nacional, os municÃpios e estados, por sua vez, estão organizando-se setorialmente para pensar as necessidades de cada qual e em diferentes setores culturais. Para tanto, está sendo elaborado em Chapecó o Plano Municipal de Cultura, um documento formal que contém o diagnóstico de cada uma das manifestações culturais do municÃpio, além de propostas e desafios para o setor cultural, que vão nortear as ações na área nos próximos 10 anos.
Para efetivar o Plano, 19 setoriais foram criadas e profissionais do meio artÃstico e comunidade em geral estão pesquisando e estudando ações para cada uma dessas áreas. Dentre elas, está o setor audiovisual, que engloba toda e qualquer manifestação do meio.
Abaixo, uma entrevista com Roselaine Vinhas, Presidente da Fundação Cultural de Chapecó, órgão responsável pelo encaminhamento do Plano Municipal na cidade, esclarece alguns pontos sobre os trabalhos para a implantação do Plano em Chapecó.
Cinelo: O que significa para o setor cultural a existência de um Plano Nacional de Cultura?
Roselaine: Entendo o Plano Nacional de Cultura como um eixo condutor dentro do Sistema Nacional para a construção de PolÃticas Cultutais que devem fundamentar as ações da Cultura Nacional. Percebo que o envolvimento de cada Estado e municÃpio na elaboração especialmente de meios de sistematização dos modos pelas quais a cultura pode se propagar e galgar o respeito que sempre deveria ter enquanto comportamento, expressão e meio de perpetuação de cada segmento, o que traz garantias e efetivação de trabalhos.
Cinelo: Quais as vantagens da existência de um plano integrado que norteia as ações culturais nos âmbitos municipal, estadual e nacional?
Roselaine: O Plano Integrado, ou seja o Sistema já encaminhado, deve trazer a legalidade e consequantemente a grantia das ações na área Cultural, enquanto integração, a supervisão, o acompanahmento ficam implÃcitos para a consolidação destes meios.
Cinelo: Em que estância está o Plano Municipal de Cultura?
Roselaine: O Plano Municipal de Cultura está em fase de elaboração, até hoje (15/07) realizmos 12 reuniões desde a geral e inicial até as setorias que distinguem as áreas de convesação e atuação tanto do poder público, quanto das entidades atuantes direta ou indiretamente na cultura local.
Cinelo: Quais as dificuldades encontradas até o momento, nos diferentes segmentos artÃsticos, para a elaboração das diretrizes setoriais ?
Roselaine: Encontramos a dificuldade maior na fundamentação dos trabalhos, temos muitas carências, mas especialmente para as 19 setoriais, a pesquisa é um ponto bastante incipiente para o desenrolar dos trabalhos de escrita do Plano. sabemos também que à princÃpio, os recursos não serão suficientes para suprir as reais necessidades das linguagens e manifestações locais, mas tudo tem seu tempo e necessita articulação, fundamento, pesquisa, projeto, plano, enfim, direcioanmento e trabalho para sua consolidação.
Cinelo: Como você analisa a participação da sociedade no desenvolvimento do Plano Municipal de Cultural?
Roselaine: Avalio como ainda muito restrita, temos divulgado via imprensa, e-mail, contatos verbais e pessoais este trabalho, aos poucos ganhamos adesão de pessoas e entidades importantes na construção do processo, mas entendemos que um processo democrático necessite de mais participação, idéias e elaboração coletiva.
Cinelo: Falando especificamente do setor audiovisual, como você avalia o cenário atual?
Roselaine: Vejo como um setor que embora tÃmido no cenário municipal, está em franco crescimento, com potencialidade de ganhar mais espaço na comunidade local, regional e estadual. Entendo que como produção local, há um trabalho muito bem estruturado e elaborado, em termos de projeção deve contemplar um público maior, necessita de maiores recursos, diálogo, divulagação, enfim, entendo especialmente que o diálogo aberto com a elaboração do plano deve contribuir especialmente no crescimento deste segmento.
Cinelo: E o futuro do audiovisual em Chapecó quando efetivado os Planos Municipal, Estadual e Nacional?
Roselaine: Então, garantias devem surgir dentro da projeção que o plano Municipal de Cultura deve proporcioanar não só para a storial do Audiovisual, mas para todas as linguagens e manifestações.
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