Um belo curta metragem produzido pela EICTV - Escuela Internacional de Cine y TV de Santo Antônio de Los Banhos - CUBA.
Esse curta levou o prêmio de Melhor Curta Latino, Prêmio de Publico e Prêmio da ABD (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) no Festival Internacional de Curtas de SP de 2007. Ganhou Menção Especial no Festival de San Sebastian. Foi seleção oficial na Student Academy Awards (o student “Oscar”). E conseguiu ser selecionado em mais de 70 festivais mundo afora, conquistando mais dezenas de prêmios internacionais.
Pra ganhar é fácil: Escreva só 5 linhas de uma história real que você acha que daria um baita documentário. O argumento mais criativo será julgado pelos editores e você poderá retirar uma camiseta no último dia da mostra (26/09). Valeu!!!
Esse curta me lembrou muito o tal “efeito Kulechov”, onde a idéia principal é: o que vale não é a cena em si, mas o que vem depois, ou antes. Vale a pena conferir o poder dramático de uma montagem. O curta a seguir parece uma cadeia de cenas dispersas, que quando unidas dentro de um ritmo tornam toda a complexidade das imagens numa síntese comum aos nossos olhos, ou seja, a vida num curto espaço de tempo.
Sobre o efeito Kulechov
O “efeito Kulechov” pode ser exemplificado da seguinte maneira: “Um primeiro plano do ator Ivan Mosjukine – voluntariamente inexpressivo, era relacionado a um prato de sopa fumegante, um revólver, um caixão de criança e uma cena erótica. Quando se projetava a seqüência diante de espectadores desprevenidos, o rosto de Mosjukine passava a exprimir a fome, o medo, a tristeza ou o desejo.Em outras palavras, a situação dada e seus elementos (objetos e cenários) podiam desempenhar um papel maior que o ator e exprimir sentimentos em seu lugar. O que Kulechov queria provar era que a técnica (fotografia, montagem, movimento da câmera, escolha e duração dos planos) muitas vezes confere ao ator a intensidade expressiva que ele pode não ter. (Fonte: Gérard Betton, Estética do Cinema, pág 77)
Considerado o primeiro filme da história “A chegada do trem na estação”, dos irmãos Lumière, é uma bela metáfora do próprio cinema. A questão é que o trem seguiu viagem… e os passageiros, bom, os passageiros ficaram na estação em “estado de cinema”.
Sinopse: Quando Deus resolve criar o mundo, as coisas acabam não saindo como planejado. O sertão nunca mais será o mesmo, depois que o jumento Limoeiro vem a terra pra dar um jeito na humanidade, que depois de sucumbir à tentação do capeta, acaba botando o mundo em desordem…
Cinema, TV, rádio, propaganda, estúdios e produtoras de áudio e vídeo. O profissional desta área atua desde a filmagem, gravação, iluminação, fotografia, sonorização, edição, até a gerência de setores técnicos e administrativos da produção audiovisual. Utiliza de recursos tecnológicos, equipamentos, ferramentas eletrônicas e emprega técnicas de roteiro, de direção, de pré e pós-produção na concepção de filmes, comerciais, programas de TV e rádio, videoclipes, animações, vinhetas, documentários, entre outros.
Uma bela animação escrita e dirigida por Tim Burton e Rick Heinricks. A locução é em inglês e, infelizmente, não tem legenda. Pra quem gosta de animação é um prato cheio.
Um curta com Selton Mello e Seu Jorge sobre as (possíveis) teorias do diretor americano Quentin Tarantino. Curioso, de ótimos diálogos. Pra quem gosta do cinema de Tarantino é indispensável. No fim do curta responda, você já tinha pensado nisso?
…eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. Eu sou Getúlio Santos Bezerra e meu nome é um verso e meu avô era brabo e todo mundo na minha raça era brabo e minha mãe se chamava Justa e era braba e no sertão daqui não tem ninguém mais brabo do que eu, todas as coisas eu sou melhor. Podem Vim. (p. 84, Sargento Getúlio, João Ulbado Ribeiro)
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